NR 35 - Treinamento nas Alturas: o que você precisa saber

June 21, 2017

 

 

Quem trabalha em uma construção vê tudo por cima, mas não fique se achando. Sem as precauções necessárias o tombo também pode ser alto. Se tratando de trabalho nas alturas, todo cuidado é pouco.

 

A NR 35 estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura. Ela envolve o planejamento, a organização e a execução. Seu objetivo é a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.

 

 

TREINAMENTO

 

É dever do empregador promover programa de capacitação dos trabalhadores para realização do trabalho em altura. O curso deve possuir carga mínima de oito horas, abrangendo teoria e prática. Dentre os temas abordados no treinamento os principais são normas e regulamentos, análise de risco, medidas de controle e proteção, tipo de acidentes e o que fazer em casos de emergência.

 

O treinamento deve ser renovado a cada dois anos. Em caso de mudança de empregador ou afastamento por mais de 90 dias, o trabalhador também deve refazê-lo. Ao fim do curso é emitido um certificado de comprovação da conclusão do treinamento.

 

 

PLANEJAMENTO

 

Todo trabalho em altura deve ser precedido de Análise de Risco (AR). A Análise de Risco deve, além dos riscos inerentes ao trabalho em altura, considerar:

 

  • O local em que os serviços serão executados e seu entorno;

  • O isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho;

  • O estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem;

  • As condições meteorológicas adversas;

  • A seleção, inspeção, forma de utilização e limitação de uso dos sistemas de proteção coletiva e individual, atendendo às normas técnicas vigentes, às orientações dos fabricantes e aos princípios da redução do impacto e dos fatores de queda;

  • O risco de queda de materiais e ferramentas;

  • Os trabalhos simultâneos que apresentem riscos específicos;

  • O atendimento aos requisitos de segurança e saúde contidos nas demais normas regulamentadoras;

  • Os riscos adicionais;

  • As condições impeditivas;

  • As situações de emergência e o planejamento do resgate e primeiros socorros, de forma a reduzir o tempo da suspensão inerte do trabalhador;

  • A necessidade de sistema de comunicação;

  • A forma de supervisão.

 

As atividades não rotineiras são autorizadas por Permissão de Trabalho (PT) e avaliada por profissional qualificado em segurança. São emitidas três vias. Nelas estão os requisitos mínimos a serem atendidos, as medidas na Análise de Risco, a relação de todos os envolvidos e suas autorizações. O documento com a assinatura do responsável tem validade igual à duração da atividade e é restrita ao turno. Se não houver alteração nas condições ou na equipe de trabalho, ela pode ser reavaliada pelo responsável.

 

 

EPIs

 

EPIs são os equipamentos de proteção individual fornecidos pelo empregador. O fabricante e/ou o fornecedor de EPI deve disponibilizar informações quanto ao desempenho dos equipamentos e os limites de uso, considerando o peso total do trabalhador e dos equipamentos.

 

Todo o equipamento deve ser conferido antes de cada trabalho realizado. Constatado qualquer defeito, deformação ou impacto, uma solicitação de troca deve ser expedida imediatamente. As normas e orientação do fabricante são indispensáveis para garantia do desempenho correto.

 

Fique atenção aos equipamentos obrigatórios: o cinto deve ser do tipo paraquedista, ter dispositivo trava-queda e estar ligado ao cabo de segurança. O talabarte e o sistema de amortecedor ficam acima da linha da cintura e é ajustado de maneira a impedir o trabalhador de cair ou colidir. O amortecedor é utilizado quando o comprimento do talabarte for maior que 0,9m. Ou o fator de queda passar de 1.

 

 

EMERGÊNCIA

 

Em casos de eventual emergência, a empresa deve possuir métodos de resgate padronizados, adequados às suas atividades e os meios para sua aplicação. Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros aos acidentados.

 

 

Para maiores informações, entre em contato com a Prevenir e realize seu treinamento com uma empresa de confiança.

 

 

Fonte: SESI

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